Popularmente conhecido como opilião-coelho, este bichinho, apesar da aparência, é totalmente inofensivo
Existe um mundo distante da limitada visão humana que parece nunca decepcionar a criatividade. E nem estamos falando do inalcançável universo e suas galáxias, mas sim de algo muito mais próximo: a fauna do planeta Terra. Entre tantos bichos diferentes já mais do que conhecidos, ainda existem grupos que parecem infinitos de tantas descobertas que proporcionam, como o dos opiliões. Entre os registros mais recentes está um pequenino cuja aparência lembra um coelho ou até mesmo um cachorro.
Estamos falando do Metagryne bicolumnata, popularmente conhecido como opilião-coelho. E ele não exatamente desconhecido, pois foi descrito pela primeira vez em 1959 pelo alemão Carl Friedrich Roewer, especialista em aracnídeos.
Encontrado em um país amazônico, o Equador, esse bichinho de aparência até simpática ganhou destaque nas mídias sociais depois que o jornalista Ferris Jabr (escritor colaborador da The New York Times Magazine e autor do livro Becoming Earth) postou uma foto no X (antigo Twitter), de autoria do fotógrafo alemão Andreas Kay. A foto é de julho de 2017 e a postagem foi feita em 2018, sendo “recuperada” nas últimas semanas.
Por sua aparência peculiar e com o avanço da inteligência artificial, muitas pessoas passaram a questionar a veracidade de sua existência. Da família dos Cosmetidae, da ordem Opilião – artrópodes da classe dos aracnídeos, mas que não chegam a ser aranhas, esse bichinho também é conhecido como 'Bunny Harvestman'.
Os opiliões possuem o corpo e o abdômen arredondados, suas pernas podem ser muito longas e eles não possuem glândulas de veneno, não representando uma ameaça ao ser humano.
Em seu canal no Youtube, Andreas Kay disponibilizou um vídeo do opilião-coelho em 7 de novembro de 2018 e descreveu: “Ao contrário da crença comum, os Harvestman não têm glândulas de veneno e são absolutamente inofensivos. Eles existem há pelo menos 400 milhões de anos e viveram antes mesmo dos dinossauros”.
Andreas Kay morreu em 2019, por conta de um tumor no cérebro. Em seu canal no Youtube ele descreveu que seu trabalho de documentar a diversidade da vida no Equador como cientista independente começou em 2011 e mantinha o compartilhamento de cerca de 30.000 fotos na sua página ‘Equador Megadiverso‘ “na esperança de aumentar a conscientização sobre esses tesouros ameaçados”.
- Via Portal Amazônia
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